Minas Gerais |
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| Área | 586.528km² (7% do território nacional) |
| Habitantes | 19.237.450 (10,6% da população nacional) |
| Capital | Belo Horizonte |
Minas Gerais
Ouro Preto reúne o mais representativo conjunto de arquitetura e arte do período colonial do Brasil. São 13 igrejas, entre as quais se destaca a Matriz de Nossa Senhora do Pilar, construída no Século XVIII, adornada com 400 kg de ouro. Em decorrência deste inestimável patrimônio histórico-cultural, Ouro Preto foi a primeira cidade brasileira – e uma das primeiras do mundo – a ser declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1980.
O povoado surgiu no fim do Século XVII, com a descoberta de pepitas de ouro em suas imediações, achado que atraiu muitos aventureiros e trouxe súbita prosperidade à região. Fundada oficialmente em 1711, como Vila Rica do Albuquerque, logo simplificado para Vila Rica, a cidade teve o nome alterado em 1823 para Ouro Preto, referência à coloração escura das pedras, que só depois de fundidas perdiam a camada de óxido de ferro e, assim, ganhavam o tom amarelado típico do metal. Ouro Preto foi capital de Minas Gerais até a inauguração de Belo Horizonte, em 1897, localizada a 100 km dali
Uma das passagens mais importantes da história brasileira ocorreu em Ouro Preto, a Inconfidência Mineira – movimento de contestação à Coroa Portuguesa que culminou com o enforcamento de um de seus líderes, o alferes Joaquim José da Silva Xavier, conhecido pelo apelido Tiradentes, em 21 de abril de 1792. Tiradentes tornou-se um herói brasileiro, e o dia de sua morte é feriado nacional.
Ouro Preto é também a terra do arquiteto e escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (apelido que recebeu quando passou a andar com dificuldade por causa de uma doença degenerativa), um dos nomes mais importantes das artes brasileiras no período colonial.
A região tem outros municípios que viveram a febre do ouro no passado e também preservam prédios históricos, como Mariana e Congonhas – cidade que guarda o maior conjunto artístico criado por Aleijadinho.
Os ares históricos de Ouro Preto ganharam nos últimos tempos um frescor juvenil – boa parte dos sobrados da cidade, transformada em pólo universitário, tornaram-se morada de estudantes. Esse público faz com que o carnaval seja um dos mais animados de Minas Gerais e movimenta as atividades ligadas ao turismo de aventura.
Ouro Preto e região
Matriz Nossa Senhora do Pilar
Inaugurada em 1733, é uma das igrejas mais ricamente adornadas do Brasil. Cerca de 400 kg de ouro e 400 kg de prata foram usados na ornamentação, com destaque para a capela-mor. Na pintura do teto, uma ilusão de ótica faz o cordeiro de Deus mudar de lugar conforme o ângulo de observação. A sacristia abriga o Museu da Arte Sacra, com cerca de 400 peças, entre imagens e objetos religiosos produzidas entre os séculos XVII e XIX. Praça Monsenhor Castilho Barbosa. Terça a domingo, 9h às 10h45 e 12h às 16h45.Igreja São Francisco de Assis
Considerada por muitos especialistas a obra-prima da arquitetura colonial brasileira, o projeto teve grande participação de Aleijadinho, que desenhou o prédio, a fachada principal, a tribuna do altar-mor, os altares laterais e a capela-mor, além de ter esculpido imagens para a ornamentação. A pintura do teto, que representa a subida ao céu de Nossa Senhora, é de Manoel da Costa Ataíde. Largo de Coimbra. Terça a domingo, 8h30 às 11h45 e 13h30 às 17h.Matriz Nossa Senhora da Conceição
Nela estão enterrados Aleijadinho e seu pai, Manoel Francisco Lisboa, responsável pela construção da igreja, entre 1727 e 1746. O templo abriga também o Museu Aleijadinho, que reúne obras do artista morto em 1814, como móveis, esculturas e peças de prata e ouro. Rua Bernardo Vasconcelos, 179, Praça Antônio Dias. Terça a domingo, 8h30 às 12h e 13h30 às 17h.Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
Chama atenção a singular fachada redonda. O interior é modesto, com imagens de santos negros, algumas atribuídas a Aleijadinho e seu irmão, padre Félix. Foi erguida na segunda metade do Século XVIII. Largo do Rosário. Terça a sábado, 12h às 16h45; domingo, 13h às 15h30.Capela Nossa Senhora do Rosário dos Brancos ou do Padre Faria
A fachada simples contrasta com o rico interior de altares dourados. A capela leva o nome do padre que rezou a primeira missa na região. Foi construída no início do Século XVIII. Rua Padre Faria. Terça a domingo, 8h30 às 16h30.Igreja de Santa Efigênia
O projeto teve a participação do pai de Aleijadinho, Manoel Francisco Lisboa, e a capela-mor é de autoria do seu mestre, Francisco Xavier de Brito. A construção começou por volta de 1730 e só foi concluída em 1785. Os relógios de pedra da fachada são os mais antigos da cidade. Construída no alto de um morro, a igreja, também chamada de Rosário do Alto da Cruz do Padre Faria, destaca-se na paisagem. Rua Santa Efigênia. Terça a domingo, 8h30 às 16h30.Igreja Bom Jesus de Matosinhos ou São Miguel e Almas
Mestre Ataíde pintou as duas telas que decoram o interior e a imagem de São Miguel Arcanjo é atribuída a Aleijadinho. Rua Alvarenga Peixoto. Segunda a sábado, 13h às 16h45.Igreja São Francisco de Paula
Localizada no Morro da Piedade, um dos pontos mais altos de Ouro Preto, foi a última igreja erguida na cidade no período colonial, já no início do Século XIX. A estátua de São Francisco de Paula no trono é atribuída a Aleijadinho. Rua Padre Rolim. Terça a domingo, 9h às 10h45 e 13h30 às 16h45h; domingo, 13h às 16h45.Ponte Antônio Dias
Construída entre 1745 e 1757 em alvenaria de pedra, é composta por dois arcos iguais, com vão de 5 m cada um. Dá acesso ao chafariz de Marília, outro monumento histórico de Ouro Preto.Chafariz de Marília
Com dimensão de cinco por seis metros, área que abriga as quatro carrancas projetadas para jorrar a água, o chafariz foi construído na segunda metade do Século XVIII. Ganhou este nome por estar próximo da casa em que viveu Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, a Marília de Dirceu, musa dos versos do poeta português Tomás Antônio Gonzaga, ouvidor da antiga Vila Rica e um dos líderes da Inconfidência Mineira, que usava o codinome Dirceu. Ao receber a pena de degredo, Gonzaga foi levado para Moçambique, na África, passando assim o resto da vida longe de sua amada.Museu do Oratório
Inaugurado em 1998, possui um rico acervo: são mais de 160 oratórios e 300 imagens dos séculos XVII ao XX. Está instalado na casa onde Aleijadinho morou. Adro da Igreja Nossa Senhora do Carmo, 28, Centro. Segunda a domingo, 9h30 às 17h30.Museu da Inconfidência
Instalado desde 1944 no prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica, que passou por recente restauração. Guarda os restos mortais dos participantes da Inconfidência Mineira que foram condenados à pena de degredo e morreram na África, como Tomás Antônio Gonzaga e Alvarenga Peixoto. Em 1936, o presidente da República, Getúlio Vargas, repatriou seus restos mortais. Praça Tiradentes, 139. Terça a domingo, 12h às 18h.Museu de Ciência e Técnica
Instalado no antigo Palácio dos Governadores, edificação da primeira metade do Século XVIII, reúne o acervo da Escola de Minas, uma das mais antigas escolas de engenharia do país. Tem observatório astronômico aberto ao público. Praça Tiradentes, 20, Centro. Terça a domingo, 12h às 17h.Museu das Reduções
Localizado no distrito de Amarantina, a 25 km do centro histórico de Ouro Preto, o museu criado em 1994 reúne reproduções em escala reduzida de relíquias da arquitetura nacional e monumentos históricos. As miniaturas são feitas por uma família de artesãos mineiros, os irmãos Vilhena. Rua São Gonçalo, 131, Amarantina. Quarta a segunda, 9h às 17h30.Casa dos Contos
Construída na segunda metade do Século XVIII, é considerada uma das jóias do barroco mineiro graças à beleza de sua arquitetura. Foi residência, prisão de inconfidentes e sede da Administração e Contabilidade da Capitania (daí o nome Casa dos Contos). Na senzala, há objetos de tortura dos escravos. Também chama a atenção o forno de fundição para transformar ouro em barra e o sistema sanitário, avançadíssimo para a época. Rua São José, 12, Centro. Segundas, 14h às 18h; terça a sábado, 10h às 18h; domingo e feriados, 10h às 16h.Ouro Preto e região
Maria-fumaça
De Ouro Preto a Mariana, são 18 km de linha férrea, percorridos em aproximadamente 1h. Na paisagem à direita, vê-se o verde da Mata Atlântica, montanhas, duas cachoeiras e a primeira igreja do povoado de Mariana. O trem funciona de sextafeira a domingo, com saídas às 11h e às 16h. O retorno é feito às 14h. Praça Cesário Alvim.Parque Estadual do Itacolomi
Instalado em uma área de 75 km² de montanhas e vales, onde se localiza o Pico do Itacolomi, com 1.772 m de altura, o parque abriga trilhas e construções históricas como a Casa do Bandeirista – erguida pelos paulistas no início do Século XVIII –, além do Museu do Chá, com maquinário dos anos 1920. Rodovia dos Inconfidentes. Quinta a domingo, 8h às 17h.Mina de Ouro da Passagem
Situada a cinco minutos de Ouro Preto, no distrito de Passagem de Mariana, é uma das maiores minas de ouro abertas à visitação. A bordo de um trole, os visitantes são levados a 120 m de profundidade até as galerias, cujos labirintos somam cerca de 30 km. Calcula-se que a mina tenha produzido 35 toneladas de ouro desde sua abertura, em 1719, até sua desativação, em 1985. Rua Eugênio Eduardo Rapallo, 192, Passagem de Mariana. Segunda e terça, 9h às 17h; quarta a domingo, 9h às 17h30.Mina do Chico Rei
A visita é feita em túneis estreitos. Foi desativada em 1888. Rua Dom Silvério, 108.Ouro Preto e região
Ouro Preto tem vários ateliês de escultura e de peças sacras. Na Feira do Largo de Coimbra, que funciona diariamente das 8h às 18h, há grande variedade de obras em pedra-sabão, típicas da região.
















